Aguarelas Finas, Le Corbusier | Maison La Roche, Paris

29 setembro 2011

Julio González | Personaje de pie, amarillo y blanco (1937)


Artista espanhol, nasceu em Barcelona, em 1876 e faleceu em Paris, em 1942.
Foi considerado o maior escultor da primeira metade do século XX. Cerca de 1890 começou a frequentar o café "Quatro Gatos" em Barcelona, local onde conheceu Picasso.
Nas suas esculturas predomina o ferro, o que lhe confere uma estética modernista e contemporânea.
As suas obras encontram-se no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.

in: Mercè Donate, Julio González, Retrospectiva, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, 2008

27 setembro 2011

Vik Muniz | VIK



Artista brasileiro, nasceu em São Paulo, em 1961.
A exposição VIK é a maior retrospectiva do artista plástico, e está patente de 21 de Setembro e 31 de Dezembro de 2011, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Apoiado no uso de materiais pouco convencionais, Vik imprimiu a sua marca em trabalhos fotográficos realizados a partir de técnicas e elementos tão diversos como papel recortado, arame, fios, sucata, lixo, calda de chocolate e algodão. A referência a clássicos da história da arte, originou obras emblemáticas como a réplica de Mona Lisa, em geleia e manteiga de amendoim.

O artista, em entrevista no Rio de Janeiro, descreve-se como: 

"Sempre fui muito curioso. A perspectiva do mundo vista por um menino pobre brasileiro. A estranheza de viver num lugar como estrangeiro. Tenho capacidade de usar defeitos e desvantagens. O ambiente cultural em que me desenvolvi teve uma importância muito maior do que a escolaridade. A herança da ditadura ajudou a torná-lo' elástico'.
Não sou um artista que está querendo emocionar. 
Estou querendo mudar a maneira como vemos, ou dinamizar os rituais visuais. Por isso trabalho com imagens exaustas, gastas. Por aí, isso é uma outra coisa, olha de novo…
A isso somou-se o seu 'interesse enorme' por tudo. 
'Venho de uma infância com capacidade de maravilhamento. Vou para Nova Iorque e tudo é óptimo. Pego um avião e é óptimo, até a comida é óptimo. Se tivesse ido para a Disney com cinco anos não teria essa capacidade de maravilhamento com tudo. Nunca perdi isso. Lembro-me de estar fazendo uma exposição numa galeria de Pittsburg e estar nervosíssimo. Essa insegurança de depender da afeição do público é muito boa. Hoje já sei o que funciona, e sinto falta de sentir medo de ser rejeitado."

in: ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=293810

24 setembro 2011

Giulio Carlo Argan | Arte

A importância da Arte.

A concepção de arte de Argan permitiu inserir os trabalhos artísticos num amplo contexto histórico, pois de alguma forma criativa um termo comum entre o fazer artístico e as demais actividades.
No entanto, "desde a sua origem a arte é modelo da produção, enquanto é a actividade que produz objectos detentores do máximo de valor. A obra de arte é o objecto único, que tem o máximo de qualidade e o mínimo de quantidade".


in: Giulio Carlo Argan, Arte Moderna, p. XIX

23 setembro 2011

Matisse | A Dança



"Um único tom não é nada em termos de cor; dois tons são um acorde, são a vida"

Henri Matisse

20 setembro 2011

Vanessa Beecroft | Esculturas Vivas



Artista italiana nasceu em Génova, em 1969.
Formou-se em Arquitectura, Pintura e Cenografia. É artista plástica, performer e fotógrafa.
O seu trabalho está intimamente associado às performances de modelos que depois fotografa e filma.
É considerada uma das artistas que mais trabalha a relação do corpo e a sua representação mediática.
A obra de Vanessa Beecroft revê conceitos de dandismo e de solidão urbana tão próprios da modernidade, trabalhando sobre os ícones, as marcas da moda, as fardas militares.

in: Exposição Vanessa Beecroft, Culturgest, Outubro/ Dezembro de 2002

16 setembro 2011

Peter Kogler | Berardo Lisboa





Artista austríaco, nasceu em 1959.
O artista encontrou na formiga e no cérebro dois temas clássicos que unem o simbólico ao orgânico.
As suas produções com carácter arquitectónico criam espaços nos quais a realidade e a ficção se confundem.
As ligações entre a pintura e o vídeo de grandes dimensões, a escultura e as artes gráficas produzem intervenções que convidam a entrar num mundo de signos e de ideogramas dominado por uma transformação infinita de imagens e espaços digitais.




15 setembro 2011

Sean Scully | Catherine


Artista irlandês, nasceu em 1945, em Dublin.
Em 1969 passou parte do Verão em Marrocos e os padrões de riscas dos tapetes e das tendas marroquinas chamaram-lhe a atenção. Em seguida descobre a pintura de Mark Rotho e inspira-se na cor e na forma e descobre a pintura abstracta. Em 1975 muda-se para os EUA e instala-se em Nova Iorque. Em 1983 naturaliza-se americano.

A pintura de Sean Scully é espessa, as tintas criam uma textura que lhe confere uma construção visual arquitectónica.
Os padrões de composições que cria conferem-lhe uma associação com os tabuleiros de xadrez.

12 setembro 2011

Jean Dubuffet | Affluence


A obra de arte é tanto mais cativante quanto tenha sido uma aventura da qual carrega a marca, quanto se possam ler nela todos os combates travados entre o artista e a rebeldia dos materiais que trabalhou. E tanto quanto ele próprio não imaginara onde tudo isto o levaria!

in: Jean Dubuffet, Notes pour les fins-letrés, 1946

07 setembro 2011

Árvore da Vida | Casa da Cerca

A árvore da Vida surge em várias representações pictóricas, desde pinturas, fotografias, filmes e nesta imagem vemos uma árvore da vida pintada e desenhada por crianças, nela inscreveram os seus sonhos, as suas interpretações espontâneas no local e as suas motivações no modo como vêm o mundo e os que nele convivem. Comemorações na Casa da Cerca | Almada (Portugal)

04 setembro 2011

Modigliani | Femme nue en génuflexion sur la jambe gauche

Artista italiano nasceu em 1884, em Livorno, e faleceu em 1920, em Paris. Modigliani sofreu influências puras da arte africana, sobretudo das máscaras, o seu trabalho mostra uma inspiração ao nível do desenho, nos alongamentos da forma humana, rostos e corpos são alongados, uma inspiração ainda na obra do escultor romeno Constantin Brancusi, com quem conviveu em Montparnasse, Paris. A obra de Modigliani mostra na representação dos corpos, ‘uma revelação da alma humana’ ou um desnudamento desta.

30 agosto 2011

Alberto Carneiro | O Corpo e a Terra



" Dificilmente o que habita perto da origem abandona o lugar."

«Entre o meu corpo e a terra houve uma identidade profunda.
A floresta e a montanha com quem trabalho num tronco de árvore ou numa pedra fazem parte integrante no meu ser.»

in: M. Freitas, Alberto Carneiro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1991

29 agosto 2011

Escultura Africana | Povo Tchokwe



Desenhos e fotografia de um banco Quioco com 23,8 cm de altura, 16,3 cm de largura e 43,9 cm de comprimento. A escultura africana na sua simplicidade.
Os Quiocos atribuem o nome de Tchituamo tcha tchiki a um banco pequenino e redondo, que é feito de um único tronco de madeira.
Trata-se de uma peça do quotidiano do povo Tchokwe.

in: Ana Paula Gaspar, Escultura Angolana através de objectos do quotidiano do povo Tchokwe, suas características morfológicas e tipológicas, (Dissertação de Licenciatura em Artes Decorativas), ESAD & Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, Lisboa, 1998 (Vol. I, p. 63)

27 agosto 2011

Jorge dos Reis | Tipografia



"Saber ver o desenho de uma letra e de um alfabeto passa por saber ouvi-lo."
«À minha casa na Serra da Estrela chegam continuamente sons de sinos vários, variadamente repercutidos, de significados diversos, de dia e de noite, através da neblina e com sol. São sinais de vida nas aldeias e na própria cadeia montanhosa. Convites ao trabalho, à meditação, avisos. "E a vida continua na sofrida e serena necessidade do equilíbrio do interior profundo" como diz Kafka.
Todo esse contexto de sons é foneticamente paralelo às palavras.
Elas próprias surgem mentalmente e rapidamente desaparecem de forma intuitiva. É o próprio tempo que provoca esse desaparecimento: Tempus Edax Rerum - o tempo é o destruidor de todas as coisas.
Na esfera destas palavras existem os caracteres. São formas abstractas com a sua devida atracção peculiar e mítica.
A letra no contexto da palavra, pela sua carga poética e poder de comunicação e ao mesmo tempo com a possibilidade de confundir e enganar, sempre foi para mim uma fonte de paixão e puro fascínio. (…)
A letra é em si um decifrar de códigos que perpassam a linguagem. Um alfabeto é uma exaltação harmónica plena, um estudo de execução transcendente.»

in: Jorge dos Reis, Das Letras que Moram nas Palavras, B.N., Lisboa, 2001

26 agosto 2011

Jochen Lempert | Fotografia


Artista alemão, nasceu em Moers em 1958.
Licenciou-se em Biologia e de onde ficariam indeléveis trabalhos de registo fotográfico excepcional. Este distingue-se, desde logo, pela escolha do assunto: a vida animal, que o artista investiga com um olhar informado e uma curiosidade insaciável, nas suas diferentes formas e nos mais diversos contextos (do habitat natural ao museu de história natural, do jardim zoológico ao meio urbano), mas também nas suas manifestações e representações na vida quotidiana e na cultura material. A este interesse pela vida animal como assunto alia-se uma exploração das propriedades e da materialidade da imagem fotográfica.
Jochen Lempert fotografa com uma câmara de 35 mm e a preto e branco, escolhe deliberadamente papéis que não se conformam aos padrões profissionais e tira partido, de forma prodigiosa, do processo de revelação.
O seu trabalho define uma posição artística solitária, discretamente construída sem qualquer concessão às tendências e aos cânones dominantes na fotografia contemporânea.

Curadoria · Curator: Miguel Wandschneider
in: www.culturgest.pt/actual/lempert.html

25 agosto 2011

Félix González Torres | Amantes Perfeitos (1987-1990)


Artista que nasceu em Cuba em 1957 e faleceu em Miami (EUA) em 1996.
A sua instalação "Amantes Perfeitos" tem o significado de dois corações que batem em sintonia (tal como acontecia nas suas relações amorosas).
A sua força e determinação levou-o a ultrapassar as fronteiras inicialmente dificultadas pela sua homosexualidade.
As suas intervenções artísticas contribuíram para a arte contemporânea através de um despertar dos sentidos no observador, bem como para um percurso pessoal do artista provocando emoções e sensações que espelham o quotidiano e as vivências da sociedade.

Ver: www.moma.org/

23 agosto 2011

Anish Kapoor (n. 1954, Bombaim) | Drip & Drop (2008)



O Artista indiano Anish Kapoor, tenta combinar nas suas obras o espiritual com as forças da natureza, resultando uma composição escultórica entre a poesia e o estado natural das coisas.
As suas esculturas envolvem o observador através dos seus sentidos e despertam o desejo de tocar, e de sentir a cor e a textura das suas obras, criando um efeito de poder sensitivo.
Os seus trabalhos mostram uma reflexão oriunda da filosofia, da mitologia, e da vida na Índia.
Mantendo uma expressão espiritual e filosófica, o Artista confere às suas criações uma sensualidade que se caracteriza pela forma extravagante e forte através do pigmento e da cor acentuada, as esculturas ganham um carácter de Totens.

in: www.anishkapoor.com
ver: www.youtube.com/watch?v=umVSGErfg8E

22 agosto 2011

Hannah Hoch | Arranjada para Sair - 1936


É uma Artista Alemã (1889 - 1978).
"Tal como em algumas das suas colagens, também o acesso ao seu atelier, não era fácil, mas antes um emaranhado e cheio de surpresas. (…) Uma porta estreita dava passagem, pela varanda, subindo os degraus, para se entrar no atelier, dominado por uma enorme e velha mesa de trabalho, cujo tampo nunca vi senão coberto de montanhas de material de trabalho. Ali empilhava-se o material que servia a "colagista" de fotomontadora: papeis brancos e pretos, papeis de cor de várias espessuras e dimensões, recortes díspares de revistas, catálogos e prospectos, caixas de cartão cheias de jornais, velhas caixas de charutos com achados ao lado de frascos de cola, lupas, pesos, molhos de pincéis, lápis de cores e réguas."

in: Gotz Adriani, Colagens Hannah Hoch 1889-1978, F. Serralves, Porto, 1990, p. 85.

10 agosto 2011

Robert Mangold (n. 1937) | Pintor Americano


A Pintura como objecto.
A tentativa de transformar a pintura num objecto através de uma redução radical da forma e da expurgação do toque pessoal, deixando apenas uma superfície opaca tão lisa quanto um espelho, adquire uma forma extrema nas obras perfeitamente executadas de Robert Mangold.

09 agosto 2011

Pintar significa registar e organizar sensações de cor | Cézanne (1839 - 1906) | Intervenção de Andy Goldsworthy

«Ao pintar, é preciso que os olhos e o cérebro se auxiliem mutuamente. Devemos trabalhar no seu aperfeiçoamento recíproco pelo desenvolvimento lógico das impressões de cor. Então os quadros seriam construções perante a Natureza. - Tudo na Natureza se modela como esferas, cones cilindros. Devemos aprender a pintar baseados nestas formas simples e só depois seremos capazes de fazer tudo quanto quisermos.
Não se deve separar o desenho da cor. Fazê-lo é como se você quisesse pensar sem palavras, mas apenas com algarismos e sinais.
Mostre-me alguma coisa que seja só desenho na Natureza. Não há linhas, não há modelação, há apenas contrastes. Não são, porém, contrastes de preto e branco, mas sim movimentos de cor.
O artista deve precaver-se contra a tendência para a literatura, que tantas vezes é motivo para que o pintor se afaste do seu verdadeiro caminho. (…)
Para o pintor, só as cores são verdadeiras. Antes de mais, um quadro não representa nada, nem deve começar por representar coisa alguma senão cores. História, Psicologia, tudo isso está no entanto lá, porque os pintores não são nenhuns idiotas.
Há uma lógica das cores, que diabo, o pintor deve obedecer-lhe e nao à lógica cerebral!
Quando ele se perde com esta última está perdido. É com os olhos que deve perder-se.
A pintura é uma óptica e a essência da nossa arte reside sobretudo naquilo que os nossos olhos pensam.»


in: Sensação e construção; entrevistas a Cézanne.

06 agosto 2011

Palavras de Cézanne | Obra de Andy Goldsworthy

«O aroma azul e amargo dos pinheiros ao sol deve conjugar-se com o cheiro verde dos prados e o hálito dos rochedos do longínquo mármore dos montes de Sainte-Victoire.
É preciso traduzir isto, mas só por cores, sem literatura. A arte, julgo eu, põe-nos num estado de graça, por meio do qual encontramos por toda a parte a emoção, como nas cores.
Um dia virá, em que uma simples cenoura, que um pintor viu com olhos de pintor, pode originar uma revolução.
-

Uma paisagem (no século XIX, antes de Delacroix) era feita como que ordenada e composta a partir de fora. Não se sabia que a Natureza está mais no fundo do que à superfície. A superfície pode mudar-se, adornar-se, arranjar-se, mas as profundezas não se podem tocar assim tão facilmente.
As cores são a expressão dessas profundezas à superfície, crescem das raízes do mundo. (…)
A suavidade do nosso ambiente encontra-se com a suavidade do nosso espírito. As cores são o local de encontro do nosso intelecto com o universo.»