Aguarelas Finas, Le Corbusier | Maison La Roche, Paris

14 dezembro 2017

O Movimento em Círculos | Exposição



O Sol e a Lua, interligados pelo ritmo de um movimento contínuo…
Ambos tão presentes e tão influentes no meu corpo feminino…
A diversidade de possibilidades de luz entre cada um deles, um nasce, um dorme, e um constante renovar de lugares, uma repetida e constante paleta de cores, um modo de olhar o universo, entre ambos a passagem do tempo, um tempo repetido infinitamente no espaço…
Enquanto, eu, aqui contemplando e escrevendo através das palavras, uma procura de mim, e uma interligação com estes ritmos diários, semanais, anuais até um dia me transformar também eu, em átomos redondos e em contínuo movimento…

in: O Movimento em Círculos, Exposição de Ana Gaspar, Centro de Interpretativo da Identidade Local, em Esperança, C. M. de Arronches, Dezembro de 2017

08 dezembro 2017

A Vida é uma Viagem | Exposição


As palavras que dão voz à poesia.
A caligrafia na dança e na arte da escrita emocional.
A paixão dos ritmos, no ciclo da vida, o tempo que se repete infinitamente…
As viagens continuam e as palavras fluem como rios…
O Sol, a Lua, o Tempo na criação, e o universo na matéria.
O espaço vazio e o espaço preenchido, no cruzar dos dois encontra-se o equilíbrio.
A vida é uma Viagem com um tempo infinito, definido entre uma forma passada e uma nova transformação, uma viagem plena de ritmos, movimentos e sequências criadas pela viagem em si…

in: A Vida é uma Viagem, Biblioteca Municipal de Ferreira do Zezêre, Novembro de 2017.

22 setembro 2017

Da Natureza das Coisas | Lucrécio


Tal como na Natureza também Lucrécio é simultaneamente sombrio e luminoso.

Uma obra mais vasta de Epicuro, que se perdeu, os Trinta e Sete Livros … "Sobre a Natureza", título comum à obra de Empédocles, cuja formação poética é imitada por Lucrécio, e que está na origem do título da obra.

Na Villa dos Papiros, em Herculano, foram recuperados

E eis que até tu procuras afastar-te de nós uma vez ou outra, vencido pelas palavras assustadoras dos adivinhos! É na realidade, quantas fantasias eles são capazes de inventar, que podem mesmo alterar os critérios de comportamento e perturbar com o medo todas as alegrias da tua existência!

Sobretudo quando é necessário tratar de muitos assuntos com palavras novas, por causa da pobreza da língua e da novidade dos assuntos. Mas a tua virtude e o prazer que espero da tua suave amizade persuade-me a suportar qualquer canseira e leva-me a passar acordado noites tranquilas, procurando com que palavras e com que versos poderei finalmente espargir diante da tua mente uma luz clara, com a qual possas perscrutar coisas profundamente escondidas.

Portanto, nenhuma coisa regressa ao nada, mas todos regressam por desagregação aos átomos da matéria.

Portanto, não perece completamente tudo aquilo que parece morrer, porque a Natureza forma de novo uma coisa a partir de outra, e não permite que nada seja gerado senão com a ajuda da morte de outra coisa.

E impedirá que aquele que anda errante duvide e investigue constantemente sobre o universo e desconfie do que nós dizemos.

Do mesmo modo, o tempo em si não existe, mas a sua percepção resulta das próprias coisas, aquilo que passou no tempo, depois que coisa está agora presente e ainda o que depois se seguirá.


in: Da Natureza das Coisas, de Lucrécio, Edição Relógio D'Água, Lisboa, 2015

21 julho 2017

Metafísica do Amor | Arthur Schopenhauer


… no amor, apaixonado, é importante, em dado casal, que o grau de masculinidade do homem corresponda ao grau de feminilidade da mulher. Ninguém é cem por cento homem, nem cem por cento mulher. Do encontro feliz destas duas proporções, acende-se e flameja a chama amorosa. Mas, diz Schopenhauer, o inteiro ajuste desse mecanismo é inconsciente, "é algo sentido instintivamente".

in: Metafísica do Amor, Metafísica da Morte, de Arthur Schopenhauer, Martins Fontes, São Paulo, 2000

04 junho 2017

O Tempo … | Exposição


As palavras que dão voz à Poesia.
A caligrafia na dança e na arte da escrita emocional.
A paixão dos ritmos, no ciclo da vida, o tempo que se repete infinitamente…
As viagens continuam e as palavras fluem como rios …
O Sol, a Lua, o Tempo na criação, o universo da matéria.
O espaço vazio e espaço preenchido, no cruzar dos dois encontra-se o equilíbrio.


in: O Tempo …, Exposição de Ana Paula Gaspar, Galeria da Biblioteca Municipal de Palmela, 3 de Junho a 12 de Agosto, 2017. 

24 abril 2017

Procura-se um Coração … | Exposição


… A Vida é um Turbilhão de Emoções …
… As Árvores morrem de pé …
… Procura-se um Coração …


Esta exposição revela-se num conjunto de 10 obras de arte.
Entre elas interliga-se um registo de poesia visual e um conjunto de colagens em papel japonês.
A relação entre o interior e o exterior, uma troca constante entre emoções que não se vêm e aquelas que se vêm, as lágrimas, um sorriso…
A vida vai correndo como um rio…
Um dia serei areia no deserto…
Um dia serei odor a terra molhada…
Entre uma escrita de diário e uma intíma demonstração de texturas, cores e laços entre recortes e colagens, numa sintonia de ritmos e de expressões próprias de um contexto e de um momento único.

in: Procura-se um Coração …, de Ana Gaspar, no Museu Municipal de Portalegre, 23 de Março a 29 de Abril de 2017.

19 fevereiro 2017

A Tua Voz é Música … | Artigo

A voz humana é a fonte sonora mais antiga e natural com que se pode fazer música. “A música é ao mesmo tempo, uma arte e uma ciência, pelo que deve ser apreciada pela emoção e compreendida pela inteligência.” (Ottó Károlyi)
Actualmente a maioria da informação está no mundo digital, o professor no entanto é real, e devido ao facto de estar presente e perante uma “plateia” faz toda a diferença no processo de comunicação e na transferência de informação aos respectivos receptores, ou seja, os alunos.
A voz é extremamente importante para desencadear o processo de audição, tal como num processo de ouvir música.
A voz do professor na passagem de informação, numa aula é antes de tudo emocional, essa carga de emoções “cantadas” que visam vivenciar uma experiência emocional daquele momento e que implicam a activação da memória.
A voz de cada pessoa possui um ritmo, um timbre, uma frequência específica, desde aguda a grave.Tal como no contexto da música e nos seus constituintes de padrão, a voz tem uma sequência que transmite um sentimento agradável ou desagradável.
Na construção inteligível de uma mensagem são referenciais a estrutura do ouvido. Criando-se uma relação entre emissor e receptor, resultando a partir destes uma interpretação da mensagem. 
Através da comunicação oral são estabelecidos laços de carácter auditivo, tais como as saudades de um conjunto de sons. Estes laços estabelecidos proporcionam o sentimento de entrega, ou seja, a chegada e a partida, o processo, o ensino, a aprendizagem do docente, a partilha com o aluno. Ocorre deste modo, um ciclo de movimentações e de ritmos, tal como na música, a voz tem uma importância maior numa sala de aula, como propagador de uma mensagem.
O timbre, o ritmo, a respiração, a melodia, estão todos envolvidos e transmitem uma emoção, com paixão ou sem paixão, fazendo toda a diferença no processo de ensino e no modo de relacionamento.
Fazendo a partir deste âmbito, uma viagem no tempo e de modo a entender a sua origem, será talvez importante estabelecer uma associação com a questão do som e da voz… O som algo que se fez sentir no choque de partículas à milhões de anos…
A voz é um elemento estrutural no processo de aprendizagem. Fomos criando mecanismos de resposta cujo contributo nos permitiu desenvolver todo um sistema cognitivo, sensitivo e estético, o que nos possibilitou uma evolução em relação às outras espécies, e o prazer que sentimos está relacionado com a aquisição de conhecimento.

in: A Tua Voz é Música para os Meus Ouvidos, de Ana Gaspar, 5º EIMAD, Castelo Branco, 3 de Fevereiro de 2017

12 janeiro 2017

Poema | Ana Gaspar



Poema:
… um dia vou morrer … e a tudo quanto existe me hei-de unir …
… serei erva no meu jardim, serei água no rio … serei chuva sobre a terra …
… serei odor a terra molhada … um dia serei poeira no deserto …
… afinal sou a força da natureza sob a forma de gente …

in: Um Dia vou Morrer, de Ana Gaspar (poema em português com tradução para francês por um amigo), Quinta do Anjo, 15 de Maio de 2015.