Aguarelas Finas, Le Corbusier | Maison La Roche, Paris

22 junho 2012

Agradecer | Obrigado


Agradecimento:
agradeço à Luz
agradeço à Vida
agradeço à Terra que me viu nascer…


[A obra de arte que aqui se inclui é uma criação do artista Allan Mc Collum]

19 junho 2012

Gustave Doré | Andrómeda


Na antiga mitologia grega, Andrómeda uma jovem mulher, mais bela que as suas contemporâneas, foi acorrentada a um rochedo para morrer, no entanto, tendo sido salva por Perseus, casou e teve seis filhos.

11 junho 2012

Semir Zeki | Conhecimento Visual


Para o neurobiólogo Semir Zeki, o prazer que sentimos diante do belo está ligado à aquisição de conhecimento.
O conhecimento não é só o que se expressa pela linguagem.
Há um conhecimento visual. A arte é um subproduto da função evolutiva do cérebro. Assim, cientistas estudam como o cérebro é estimulado por quadros, esculturas, peças de música e imagens de dança.

in: Darwinismo Literário, 2006
Ver: allanmccollum.net
(A obra de arte que se inclui é uma criação do artista Allan Mc Collum)

21 maio 2012

Sete Homenagens | Tipografia


Adrian Frutiger, Christopher Plantin, Eric Gill, Giambattista Bodoni, John Baskerville, Pierre Simon Fournier, William Caslon
&
A capacidade Expressiva dos Caracteres Tipográficos

in: Das Letras que Moram nas Palavras, Exposição Jorge dos Reis, BN, Lisboa, 2001

15 maio 2012

Natureza | O Convento dos Capuchos, em Sintra




O Convento da Cortiça ou Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, foi edificado de acordo com uma filosofia de respeito pela harmonia entre a construção humana e a construção divina, razão pela qual o edifício se funde com a natureza, indissociável de vegetação e incorporado na construção em enormes fragas de granito. Através do exercício de contemplação, em cumprimento dos ensinamentos de São Francisco de Assis, estes religiosos adoravam o Criador através do que consideravam ser a sua obra: a Natureza.

10 maio 2012

Tous les Jardins du Monde | Serralves


Um jardim é um símbolo do Paraíso terrestre, do Cosmos de que ele é o centro, do Paraíso celeste de que é representação, dos estados espirituais, que correspondem às moradas paradisíacas.
Não há jardins sem perfumes. Existe um simbolismo ligado ao perfume das flores.
Wasiti diz: Aquele que quer contemplar a glória de Deus contempla uma rosa vermelha… E da mesma forma que a Realidade última pode ser percebida na contemplação imóvel duma rosa vermelha, assim também quando uma flor delicada encanta o coração, sentimo-nos de novo por um instante uma planta. O místico vê Deus no jardim e vê-se a si próprio na erva.

in: Jardim da Fundação Serralves, Porto (Fotografia da estufa de flores)
in: Dicionário dos Símbolos, de Jean Chevalier, Alain Gheerbrant, p. 382 e 383.

04 maio 2012

Keith Haring | Uma Vida pela Arte




«A minha contribuição para o mundo é a minha capacidade para desenhar. Desenharei tanto quanto puder, para tantas pessoas quantas puder, por quanto tempo quanto puder.» K. Haring

Keith Haring nasceu a 4 de Maio de 1958, em Reading, na Pensilvânia. Sendo o mais velho de quatro irmãos manifesta interesse pelo desenho quando era ainda criança. Em 16 de Fevereiro de 1990 Haring morre de SIDA, com apenas 31 anos de idade.

02 maio 2012

Franz Kafka | À Noite


Profundamente perdido na noite.
Tal como por vezes se baixa a cabeça para reflectir, para assim estar completamente perdido na noite. Os homens dormem em redor. É apenas um faz-de-conta, uma auto-ilusão inocente, de que dormem em casas, em camas seguras, debaixo de um tecto seguro, estendidos ou enrolados em colchões, entre lençóis, debaixo de cobertores; na realidade, juntaram-se como já o haviam feito no passado e como voltarão a fazer mais tarde numa região deserta, num acampamento a céu aberto, um número incontável de homens, um exército, um povo, debaixo de um céu frio na terra fria, tombados onde antes se erguiam, de testa assente no braço, cara contra o chão, respirando silenciosamente.
E tu vigias, és um dos vigias, descobres o próximo acenando com um pau aceso que tiraste da pilha de silvas ao teu lado.
Porque vigias?
Alguém tem de vigiar, diz-se.
Alguém tem de estar ali.

in: O Abutre e Outras Histórias, de Franz Kafka, p. 15.

25 abril 2012

Mário de Sá-Carneiro | Loucura

… Assim, uma manhã, falava-lhe eu dos mais famosos livros de amor; bordava comentários sobre a comovente Manon, sobre o assombroso Werther, sobre a romântica Dama das Camélias. Citava o Dante, Camões, Petrarca; fantasiava um episódio lírico, no qual - à luz do luar - deslizassem por diante dos olhos de dois noivos, todos os amores célebres - desde Helena e Páris, até à Safo e a João Gaussin. O meu amigo, que parecia interessado, soltou repentinamente uma gargalhada estrídula clamando:
- Tudo isso são idiotices … o amor? Pf … Mas que vem a ser o amor?
Uma necessidade orgânica, nada mais.
Para obrar, podemo-nos servir de um vaso de louça; para amar precisamos de um recipiente de carne …
O Dante, o Camões zarolho … Bolas! … Patetinhas alambicados, imbecis versejadores … Tu, provavelmente, meu patarata, não foges à regra geral: vais para aí, ao lusco-fusco, dizer mil banalidades a qualquer burguesinha sensual e camafeu …
Resistes, a pé firme, ao vento e à chuva, hein? … Pobre de espírito! Felizardo … Irás para o reino dos céus: Ah! Ah! …
Vendo a conversação tomar um tal rumo, calei-me. Eu, nestas circunstâncias, calava-me sempre…
(…)
- Foi por isso justamente que me armei em escultor: faço estátuas. As minhas estátuas não são como as outras, meu velho, têm vida … Vida, percebes? … Em vez de fazer carne com a minha carne, faço vida com as minhas mãos; isto é, com o meu cérebro, que as conduz. Faço vida, o tempo passa sobre as minhas estátuas, não passa sobre mim …
Tinha razão. Mostrou-me as suas obras. Essas esculturas, viviam … Mármore de uma factura genial, assombrosa …
Obras-primas, sem dúvida; mas umas obras-primas singulares, por vezes disparatadas no belo …
Rico, não fizera da sua arte um ramo de comércio. Por isso, tanto mais lhe reconheciam o talento: Raul Vilar, o moço escultor, seria célebre dentro em pouco.
Indaguei pormenorizadamente da sua vida. Nela continuava a não aparecer nenhuma mulher. Quando lhe perguntei, por rodeios, exclamou:
- Pateta … mulheres? Para quê? Não tenho as minhas estátuas, não tenho mármore? … Dizem vocês os literatos cretinos, descrevendo o corpo de uma mulher ideal: "As suas pernas bem torneadas e nervosas, eram duas colunas de rijo mármore; o seu colo, alabastro puro."
Sim, apesar da vossa grande imbecilidade, vocês compreendem que a suprema beleza da carne está em parecer pedra … Ora eu tenho pedra; para que hei-de querer carne, pateta? E a dizer isto, acariciava os seios de uma maravilhosa dançarina grega.
Pensando em Raul, dizia para mim próprio: "Será apenas um original que se deseja salientar, que faz gala nas suas originalidades; ou será um louco?"

in: Mário de Sá-Carneiro, Loucura, Publicações Europa-América, pp. 8-9.

14 abril 2012

Antonio Tabucchi | Os últimos três dias …

Só falei do tempo que passa

Que horas eram? Pessoa não sabia. Seria noite? O dia já se teria levantado?
A enfermeira veio e deu-lhe outra injecção.
Pessoa já não sentia a dor do lado direito.
Estava agora numa paz estranha, como se um nevoeiro tivesse descido sobre ele.

in: Antonio Tabucchi, Os Últimos Três Dias de Fernando Pessoa, Quetzal, Lisboa, 1995, p. 29

10 abril 2012

Recebi | Oferta



Uma Bela Imagem!
Obrigado.

29 março 2012

Immanuel Kant


Duas coisas enchem a mente de … espanto e respeito … o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim.

Immanuel Kant, Crítica da Razão Prática, in: Filosofia, Editora Civilização, p. 117

21 março 2012

Johannes Itten | 7 Contrastes de Cor


Fala-se de contrastes quando se pode constatar, entre dois efeitos de cores que é preciso comparar, as diferenças ou intervalos sensíveis. Quando estas diferenças atingem o máximo, fala-se de contrastes de oposição ou polares.
A nossa capacidade perceptiva funciona por comparação.
Constataram-se 7 contrastes de cor diferentes entre si.
Goethe, Bezold, Chevreul e Hozel sublinharam a importância da cor e dos diversos contrastes.
1. Contraste da cor em si | 2. Contraste claro/escuro | 3. Contraste quente/frio | 4. Contraste das complementares | 5. Contraste simultâneo | 6. Contraste de qualidade | 7. Contraste de quantidade.

in: Johannes Itten, Art de la Coleur
[Fotografia de um pormenor da obra da artista portuguesa, Joana Vasconcelos]

08 março 2012

Ser humano …


O Ser Humano inventou ferramentas, instrumentos, máquinas, edifícios, aviões, comboios …
A inteligência que o fez criar cidades, planos, jardins …
As viagens que lhe trouxeram outras culturas, conhecimento, expansão …
Então e hoje?
Quem é este Ser Humano?
Para onde caminhamos?
A ciência faz o seu trabalho, a filosofia o seu, a psicologia, a medicina, a tecnologia, o design …
Então e o sonho, o afecto, a frustração, a tranquilidade de um final de tarde e a despedida ao Sol …
E ver nascer a Lua cheia …
E criar poesia, dançar …
E a beleza da vida?
O que é Qualidade de Vida hoje?

27 fevereiro 2012

Albert Camus | Filosofia


Há gente que é feita para viver e gente que é feita para amar.

Só chamamos de amor o que nos une a certos seres por influência de um ponto de vista colectivo gerado nos livros e nas lendas. Mas do amor só conheço a mistura de desejo, ternura e entendimento que me liga a determinado ser.


in: http://filosofocamus.sites.uol.com.br/frases_camus.htm

14 fevereiro 2012

Coroa


O simbolismo da coroa depende de três factores:
1. O seu lugar no alto da cabeça confere-lhe um significado sobre-eminente: partilha não só os valores da cabeça, cimo do corpo humano, mas também os valores do que encima a própria cabeça, um dom vindo do alto: marca o carácter transcendente de uma realização.
2. A sua forma circular indica a perfeição e a participação na natureza celeste, de que o círculo é o símbolo; une no coroado aquilo que está abaixo dele e o que está acima, mas marcando os limites que, em tudo o que não é ele, separam o terrestre do celeste, o humano do divino: recompensa duma prova, a coroa é uma promessa de vida imortal, a exemplo da vida dos deuses.
3. A matéria da coroa, vegetal ou mineral, precisa, pela sua consagração a tal deus ou deusa, a natureza do acto heróico realizado e a recompensa divina atribuída, a identificação com Ares (Marte), Apolo, Dioniso, etc. Ela revela ao mesmo tempo quais as forças supraterrestres que foram captadas e utilizadas para atingir o feito premiado.

Concebe-se, desde logo, que a coroa simboliza uma dignidade, um poder, uma realeza, o acesso a um nível e a forças superiores. Quando ela culmina em forma de domo, afirma uma soberania absoluta.

in: Dicionário dos Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant

12 fevereiro 2012

Às vezes


Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.

in: Sophia de Mello Breyner Andresen

10 fevereiro 2012

Ser Especial | Único


Todos Queremos Ser Únicos
Todos Queremos Ser Especiais
Todos Queremos Ser Eternos
Todos Queremos Ser Anjos

Mas Todos Somos Seres Humanos e Vivemos da Terra

08 fevereiro 2012

Um pequeno almoço divertido | Criança



Dois pães de leite, oito nozes, nove bolachas (para a rotunda), três cenouras, um pai natal de chocolate (é o sinaleiro), couve ou outro legume (para a relva)…
Divirtam-se com as vossas crianças!
E depois fotografem.

06 fevereiro 2012

[RE] Animar




Uma interpretação contemporânea do objecto Zoetrope.
No contexto contemporâneo, cuja consciência tem vindo a originar um conjunto de estratégias e mecanismos assentes na reutilização, reciclagem e recriação de objectos obsoletos, nasce o projecto [RE] Animar.
Um exercício experimental, que visa novas formas de conceber e explorar o brinquedo óptico - Zoetrope, no qual se aliam duas temáticas emergentes da actualidade - Cinema de Animação e Reciclagem.

in: Projecto desenvolvido por Mafalda Almeida e Magda Cordas, Museu de Arte Contemporânea, Elvas, Fevereiro de 2012

01 fevereiro 2012

A definição de Arte


Em resumo, descobrimos dois elementos presentes em todas as obras de arte plásticas: a forma que atribuímos à atracção das leis universais da natureza, e da cor, que é a propriedade superficial de todas as formas concretas e que serve para realçar a natureza física e a textura destas formas. (…)
Equilíbrio, simetria e ritmo são todas propriedade deste tipo e o seu objectivo é sugerir a condição estática ou dinâmica, passiva ou activa das formas relacionadas.
A composição é a soma total de todas estas propriedades secundárias, incluindo a cor, e o objectivo da composição é organizar todos os elementos físicos que transformam uma obra de arte num desenho coerente, que agrada aos sentidos.
Se a obra de arte envolve uma ilusão de espaço, então todas estas propriedades devem contribuir para essa ilusão.

in: Herbert Read, A Educação pela Arte, Edições 70, 1982, p. 38

30 janeiro 2012

A Estética


O objectivo da educação.
Será meu objectivo mostrar que a função mais importante da educação está relacionada com uma orientação psicológica e que por esta razão a educação da sensibilidade estética é de importância fundamental.
A teoria a desenvolver abrange todos os modos de auto-expressão, literária e poética (verbal), assim como musical e auditiva, e forma uma abordagem integral da realidade que deveria chamar-se educação estética - a educação daqueles sentidos em que se baseiam a consciência e finalmente, a inteligência e raciocínio do indivíduo humano. 

in: Herbert Read, A Educação pela Arte, Edições 70, Lisboa, 1982, p. 20.

27 janeiro 2012

Ilustrarte | Valerio Vidali


Que um ilustrador ame a pintura, não é de admirar.
Mas quando esse amor se transforma em paixão, o ilustrador transforma-se em pintor … e tudo pode acontecer.
O que era realista, hiper-realista, passa a ser pessoal.
Os colossos tornam-se maquinais.
Os animais, espantosos.
Os alfabetos, fabulosos.
As cozinhas, grandes como jardins
E os jacintos e as rosas exalam perfumes, como só as flores pintadas com paixão o podem fazer!

in: Martin Jarrie, Museu de Electricidade, Lisboa, 2011

24 janeiro 2012

O Tempo


Caso o cérebro utilize o tempo para integrar processos separados em combinações significativas, esta seria uma solução sensata e económica, mas não seria uma solução desprovida de riscos e problemas.
O principal risco seria a dessincronização (mistiming). Qualquer disfunção do mecanismo de regulação do tempo criaria provavelmente uma integração adulterada ou uma desintegração. Talvez seja isto que de facto acontece em estados de confusão causados por traumatismos cerebrais ou em alguns sintomas de esquizofrenia e outras doenças mentais.
O problema fundamental criado pela ligação pelo tempo (time binding) tem a ver com a necessidade de manutenção de uma actividade intensa, em diferentes locais, durante o intervalo de tempo que for necessário para a elaboração de combinações significativas e para o processo do raciocínio e da tomada de decisões.
Por outras palavras, a ligação pelo tempo requer mecanismos de atenção e de memória de trabalho poderosos e efectivos, e a natureza parece ter acedido em fornecê-los.

in: António Damásio, O Erro de Descartes, 2011, p. 136.

18 janeiro 2012

O Organismo Interior


O cérebro e o corpo encontram-se indissociavelmente integrados por circuitos bioquícos e neurais reciprocamente dirigidos de um para o outro. Existem duas vias principais de interconexão.
A via em que normalmente se pensa primeiro é a constituída por nervos motores e sensoriais periféricos que transportam sinais de todas as partes do corpo para o cérebro e do cérebro para todas as partes do corpo.
A outra via, que vem menos facilmente à ideia embora seja bastante mais antiga em termos evolutivos, é a corrente sanguínea; ela transporta sinais químicos, como as hormonas, os neurotrnsmissores  e os neuromoduladores.

in: O Erro de Descartes, de António Damásio, Círculo de Leitores, Lisboa, 2011, p. 126.

09 janeiro 2012

O Professor


A minha primeira conclusão foi que os bons resultados na criação dependem, na escola como na classe, duma atmosfera simpática.
A atmosfera certa pode existir numa escola de vila ou nas barracas escuras duma qualquer cidade industrial.
A atmosfera é a criação do Professor.
Criar a atmosfera de espontaneidade duma feliz indústria infantil é o segredo essencial e talvez único do sucesso de ensinar.

in: Herbert Read, A Educação pela Arte, Edições 70, Lisboa, 1982, p. 354.

03 janeiro 2012

Herbert Read | A Arte


A arte deve ser a base da educação.

"Todas as grandes revoluções são feitas em pensamento. Quando se produz uma mudança no pensamento humano, a acção segue a direcção do pensamento como um navio segue a direcção indicada pelo seu radar." (Tolstoi)

in: Herbert Read, A Educação pela Arte, Edições 70, Lisboa, 1982

28 dezembro 2011

Dança e postura do corpo | Neurónios

Neurónios-espelhos no córtex pré-frontal ou nas áreas parietais (e provavelmente noutras) tratam das representações partilhadas - as imagens mentais que nos acodem ao espírito quando falamos com alguém a respeito de qualquer coisa que é familiar a ambos. Outros neurónios envolvidos no movimento activam-se quando nos limitamos a observar as acções de uma pessoa - incluindo a intrincada dança de gestos e de posturas corporais que fazem parte da conversa.

Células do opérculo parietal direito que codificam dados de retorno cinéticos e sensoriais começam a funcionar quando orquestramos os nossos próprios movimentos em resposta ao nosso interlocutor.

Quando se trata de ler e responder às mensagens emocionais de um tom de voz, activam-se os circuitos que ligam a ínsula e o córtex pré-motor ao sistema límbico, especialmente a amígdala. À medida que a conversa prossegue, ligações directas da amígdala ao tronco cerebral controlam as nossas respostas autonómicas, acelerando o ritmo cardíaco caso as coisas aconteçam.

in: Daniel Goleman, Inteligência Social, Círculo de Leitores, Lisboa, 2010, p. 469.

23 dezembro 2011

Kandinsky | Composições: Arte e Música



O pintor Wassily Kandinsky, nasceu em 1866 em Moscovo, foi para a Bauhaus (Alemanha), e faleceu em 1944 em Paris.
"O Fim da Ilusão" deu origem ao conceito de Expressionismo Abstracto, termo usado por Kandinsky em 1929.
Segundo o artista a pintura é uma provocação de emoções e de sensações cromáticas complexas.
Kandinsky com a sua obra esperava fazer vibrar harmoniosamente o espírito do observador e de modo algum perturbá-lo através da disturção.
Aos olhos do artista, emoções como o Amor, não tinham lugar na arte.
Ele tencionava fazer vibrar a Alma humana (o transcendal e o metafísico na esfera da pura espiritualidade).

18 dezembro 2011

Embrulho | Presente



Na China, o embrulho de um objecto sempre foi feito obedecendo a uma regra imutável que não tem em conta a forma do objecto a ser embrulhado. O papel, ou qualquer outra matéria, é colocado diante da pessoa de forma a coincidir com os quatro pontos cardeais, uma ponta para cima, uma para baixo e as outras duas, uma para cada lado, para a direita e para a esquerda; o objecto, que se encontra, teoricamente, no centro, representa o quinto ponto tão caro aos Chineses: torna-se o centro do mundo, o objecto de uma atenção quase sagrada. Este procedimento não exige qualquer tipo de cordel para segurar o embrulho: desta forma, jamais se desfaz. Porém, o objecto assim embrulhado adquire, sobretudo, o valor de um pequeno universo, centro de cuidados, de atenção e de intenção.
Sabe-se que esta arte de embrulhar continua a ser, no Japão, uma forma observada por todos, com um cuidado extremo. Os nossos embrulhos de presentes de Natal nada são comparados com a mais simples embalagem japonesa. Isto porque, segundo a meditação de Jean Barthes, o objecto, como que escondido sob uma multiplicidade de invólucros por todo o lado papel, tecido, madeira, etc., acaba por não ter qualquer importância; dir-se-ia, em linguagem corrente, que ele tem apenas um valor simbólico; seria mais justo dizer que a embalagem, que materializa o gesto do presente, se torna, em última instancia, um pensamento (BARS, 60) por detrás do qual o significado, isto é, o conteúdo do embrulho se aproxima do vazio. O conteúdo simbólico – e, portanto, o verdadeiro conjunto de significados oculto por destras da aparência exterior do embrulho – é descoberto ou lido na própria embalagem à medida que é desatado, desdobrado, despido.
Ver: Jean Chevalier & Alain Cheerbrant, Dicionário dos Símbolos, Teorema, Lisboa, 1994, p. 283.

17 dezembro 2011

Conhecimento Visual | Semir Zeki


Evolução do Pensamento Criativo

"O conhecimento visual não é apenas o que se adquire ou expressa pela linguagem. Há um conhecimento visual.
Kant na 'Crítica do Julgamento' explorou a maneira como a arte está relacionada ao sentimento de prazer e bem estar.
A arte é um subproduto da principal função evolutiva do cérebro, que é a aquisição de conhecimento.
O sistema de prazer está profundamente ligado à evolução, mas não se deve achar que se vai encontrar uma ligação directa e óbvia entre os dois, pois muito frequentemente são subprodutos.

O prazer estético - o corpo e a mente em equilíbrio. As áreas activadas no cérebro são o córtex motor, responsável pelo movimento. Quando vemos algo que consideramos feio, ele é activado com mais intensidade, como se quiséssemos fugir. Quando vemos algo bonito, a intensidade é menor, mas também está presente.

in: Semir Zeki, Splendors and Miseries of the Brain, London, 2010

Emotional Design | Donald Norman


A reacção e o comportamento ao Objecto


O prazer de conceber, usar e guardar objectos levam-nos a um conceito: Design Emocional.
Aproxima-mo-nos do mundo das emoções e das relações  afectivas entre os indivíduos e os seus objectos.
É neste contexto do cérebro emocional e dos seus mecanismos que entramos no conhecimento dos processos de cognição, visualização e identificação ou identidade.

"No mundo do design nós associamos emoções e beleza!
Criamos coisas atractivas que as pessoas não têm no seu dia-a-dia, nós gostamos de coisas bonitas, porque elas nos fazem sentir bem. As emoções reflectem então experiências pessoais, associações e memórias."

in: Donald Norman, Emotional Design, Basic Books, New York, 2004

16 dezembro 2011

Durante o Rio




ÁGUA 

Origem da Vida, Nascimento, Reprodução, Fêmea, Óvulo
Ciclo da Vida - desde o nascimento à morte
O Círculo - a Terra, o Óvulo, o Oceano
O Artista - a expressão visual, a imaginação, a comunicação
A Arte - junta a ciência à representação visual

Ver: www.cristinataide.com

14 dezembro 2011

Dos «Poemas Inconjuntos»


Se eu morrer novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi coisa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
(…)
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
(…)
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

Ver: Fernando Pessoa, Ficções do Interlúdio, in: Dos «Poemas Inconjuntos» (1913-1915), pp. 231 a 242.
  

11 dezembro 2011

Malevich | Cruz



Um Mundo Sem Objectos.
O Suprematismo é a inexistência de fronteira entre o mundo sensível e o mundo metafísico.

O Quadrado é a forma pura e abstracta que consegue conter todas as formas geométricas. O Preto absorve todas as cores. O Branco reflecte todas as cores.

O Negro é o momento em que Tudo é criado! A partir do Zero. O Branco é o infinito.

A Cruz é um dos Símbolos mais antigos desde a mais alta Antiguidade: Egipto, China, Creta … Como o Quadrado a Cruz simboliza a Terra. A Cruz dirigida para os Quatro pontos cardeais, é em primeiro lugar, a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem.

10 dezembro 2011

A Tudo Quanto Existe Me Hei-de Unir | Poema


Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como um beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.

in: Em Todos os Jardins, Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

07 dezembro 2011

Dan Flavin | Luz



A despersonalização do fazer artístico por recurso à produção industrial - factura fabril, amíude serial, em substituição da intervenção directa do artista na feitura da obra -
A autoria de referencialidade dos materiais - valência pelas propriedades físicas -
E a implicação do espectador numa receção mais activa da obra - são directrizes atribuíveis à arte dita minimal -


26 novembro 2011

25 novembro 2011

Arte Contemporânea Russa



Maxim Kantor é um artista russo, nasceu em Moscovo, em 1957.
O seu trabalho insiste no desenho, na exploração do traço, do riscar, da grafite e do carvão sobre o papel, ou ainda o desenhar com tinta sobre a textura das folhas, uma busca, uma exploração do mundo através da sua curiosidade, bem como das propostas de materiais e das técnicas exploratórias de registo.

Ver: www.maximkantor.com | www.maximkantor.com/FOTO/shows/portugal.htm

16 novembro 2011

Gabriela Albergaria | Herbes Folies



A Natureza, o desenho, a inspiração e a criação, processos de pensamento, de associação, de imaginação.
O ser humano e a evolução do cérebro.
O recorte, a montagem e a criação de novas imagens a partir de conexões e de associações estabelecidas pelo processo de imaginar.
O conhecimento visual a partir de estímulos e de provocações do olhar, uma interacção de ligações profícuas e ricas no corpo que as recebe, através de todos os sentidos activados.

09 novembro 2011

Robert Motherwell | Monocromia



Artista americano, ficou impressionado com a arte europeia, sobretudo com Matisse e Picasso.
O artista envolveu-se com os problemas humanos da época em termos mais filosóficos.

"O instrumento da pintura é a cor e o espaço: o desenho é essencialmente uma divisão do espaço. A pintura é o espírito que se compreende a si mesmo através da cor e do espaço."

Robert Motherwell | in: Arte do Século XX

06 novembro 2011

On Kawara | Dia Foundation



Artista japonês, nasceu em 1933.
Artista conceptual, vive e trabalha em Nova Iorque desde 1965.

04 novembro 2011

António Damásio | Memória


As nossas recordações são afectadas por preconceitos, na verdadeira acepção do termo, dada a nossa história passada e as nossas crenças. A memória inteiramente fidedigna é um mito, apenas aplicável a objectos triviais.

A noção de que o cérebro retém seja o que for como uma "memória isolada do objecto" não parece sustentável.

O cérebro retém uma memória daquilo que aconteceu durante uma interacção, e a interacção inclui de forma relevante o nosso próprio passado, e muitas vezes o passado da nossa espécie biológica e da nossa cultura.

O facto de apreendermos por interactividade, e não por receptividade passiva, é o segredo do "efeito proustiano" na memória, a razão pela qual muitas vezes recordamos contextos e não apenas coisas isoladas.

in: António Damásio, O Livro da Consciência, a Construção do Cérebro Consciente, p. 171.

02 novembro 2011

Dan Flavin | Dia: Beacon, NY



Não é a luz, nem a sombra, nem a perspectiva que por si transformam objectos vulgares ou mesmo feios em obras de arte; eles são transformados pelo sentimento do artista e pelos valores associativos.

in: Herbert Read, A Filosofia da Arte Moderna, p. 86.

01 novembro 2011

Dia Foundation | NY



A arte é uma mentira que nos faz atingir a verdade, pelo menos a verdade que podemos compreender. (Picasso)
A arte é um sistema fechado, 'verdadeira' até ao ponto em que a sua retórica nos convence, nos agrada e nos reconforta.
Não tem missão espiritual; e é acusada de não ter qualquer função social.
Os próprios artistas reconhecem o seu isolamento.

in: Herbert Read, A Filosofia da Arte Moderna, Editora Ulisseia, Lisboa, s.d., p. 43.

31 outubro 2011

Atitude | Arte



"A diversificação da arte moderna deve-se ao fracasso da atitude científica em arte."

in: A Filosofia da Arte Moderna, de Herbert Read, p. 43.

22 outubro 2011

Richard Long | Land Art




O artista Richard Long, nasceu em 1945, em Bristol, Inglaterra.
Trabalha sobretudo com pedra e madeira, materiais que retira directamente da natureza e os reenquadra criando uma forma circular, em espiral, oval ou rectilínea, deste modo cria ou salienta percursos que realizou a pé, em locais vários, desde montanhas, neve, água ou gelo.

O artista percorreu grande parte da superfície da Terra e dela registou fotograficamente a sua dimensão (ficando a escala humana presente nas intervenções que efectua, caminhos pequenos ou estreitos, espaço de abertura do pé humano) a beleza e o silêncio estão presentes como que em harmonia com a Natureza e a cultura visual da intervenção.

Os espaços que percorre e os registos que efectua através da fotografia e do seu caderno diário de registo escrito e de desenho, criam uma ligação espacial entre os diferentes lugares que escolhe para a sua intervenção ou seja as fotografias a preto e branco conferem um contraste e uma relação de formas naturais quase em simultâneo.

20 outubro 2011

Comunicação Não Verbal | Estudos

Birdwhistell, antropólogo e um dos pioneiros no estudo da comunicação não verbal, considerava que apenas parte do significado social de qualquer interacção correspondia ao campo da comunicação verbal.

A sua observação baseava-se no facto do ser humano utilizar os diversos sentidos para perceber o mundo, ocasionalmente lançando 'mão' das palavras verbalizadas para ser compreendido.

A comunicação não verbal sempre exerceu um grande fascínio sobre os seres humanos, pois existe uma aura de mistério em torno das habilidades necessárias para a sua interpretação consciente.
Além disso, parece que, no imaginário humano, quando se observa e correctamente interpreta a comunicação não verbal, a pessoa tem acesso à verdade e às emoções efectivamente.

Os campos de estudo da comunicação não verbal são variados e envolvem todas as manifestações de comportamentos não expressas por palavras: os gestos, expressões faciais, orientações do corpo, as posturas, a aparência física, a relação de distância entre os indivíduos, a modulação da voz e até mesmo, a organização dos objectos no espaço.

Presente, portanto, no nosso quotidiano, é difícil ter plena consciência da sua expressão, uma vez que muitas das suas manifestações estão ligadas ao sistema nervoso autónomo (Ekman e Friesen, 2003).

O facto é a presença da comunicação não verbal ter sido representada nas obras de arte ao longo de milénios, o que é um indicador da sua relevância.

17 outubro 2011

Ana Vieira | Diário de 5 Dias


A artista Ana Vieira nasceu em 1940 em Coimbra, no entanto, cresceu na ilha de S. Miguel, nos Açores.
Na obra de Ana Vieira, a casa torna-se um lugar de passagem do olhar e da percepção sensorial.
Neste sentido, trata-se de uma casa nómada, atravessada pelo cruzamento de continuidades e descontinuidades que baralham o que se poderia entender pelo seu "dentro" e "fora" que ora distinguem ora indistinguem os domínios do privado e do público, da intimidade e da revelação.

13 outubro 2011

Capas de Catálogos = Cartazes



A problemática | Designer e Artista
A capa do catálogo é igual ao cartaz.
A divulgação do artista através do cartaz e a capa do catálogo ser igual, causa uma problemática entre os criadores!
Identificação visual imediata e economia de criação.
Associação de significados cartaz/catálogo.

07 outubro 2011

Claes Oldenburg | Jardim de Serralves


Artista sueco no jardim de Serralves, no Porto.

"… Os desenhos para Colher de Jardineiro tornam claro, quando o apresentam a curvar-se para dentro da terra, que se trata de uma ferramenta que serve unicamente para plantar. Canelada nas costas e lisa por dentro, a sua pá vermelha parece ter sido concebida a pensar na Natureza. (…) Remetem para o crescimento provocado pela acção da Colher de Jardineiro ao penetrar no solo fecundo."

in: Claes Oldenburg, Fundação Serralves, Porto, 2001

01 outubro 2011

Arman | Acumulação



Arman nasceu em 1928, em Nice e faleceu em 2005, em Nova Iorque.
Desde cedo se familiarizou com a loja de antiguidades do seu pai.
A criação de uma nova perspectiva de aproximação à realidade levou-o ao grupo do Novo Realismo, francês.


29 setembro 2011

Julio González | Personaje de pie, amarillo y blanco (1937)


Artista espanhol, nasceu em Barcelona, em 1876 e faleceu em Paris, em 1942.
Foi considerado o maior escultor da primeira metade do século XX. Cerca de 1890 começou a frequentar o café "Quatro Gatos" em Barcelona, local onde conheceu Picasso.
Nas suas esculturas predomina o ferro, o que lhe confere uma estética modernista e contemporânea.
As suas obras encontram-se no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.

in: Mercè Donate, Julio González, Retrospectiva, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, 2008

27 setembro 2011

Vik Muniz | VIK



Artista brasileiro, nasceu em São Paulo, em 1961.
A exposição VIK é a maior retrospectiva do artista plástico, e está patente de 21 de Setembro e 31 de Dezembro de 2011, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Apoiado no uso de materiais pouco convencionais, Vik imprimiu a sua marca em trabalhos fotográficos realizados a partir de técnicas e elementos tão diversos como papel recortado, arame, fios, sucata, lixo, calda de chocolate e algodão. A referência a clássicos da história da arte, originou obras emblemáticas como a réplica de Mona Lisa, em geleia e manteiga de amendoim.

O artista, em entrevista no Rio de Janeiro, descreve-se como: 

"Sempre fui muito curioso. A perspectiva do mundo vista por um menino pobre brasileiro. A estranheza de viver num lugar como estrangeiro. Tenho capacidade de usar defeitos e desvantagens. O ambiente cultural em que me desenvolvi teve uma importância muito maior do que a escolaridade. A herança da ditadura ajudou a torná-lo' elástico'.
Não sou um artista que está querendo emocionar. 
Estou querendo mudar a maneira como vemos, ou dinamizar os rituais visuais. Por isso trabalho com imagens exaustas, gastas. Por aí, isso é uma outra coisa, olha de novo…
A isso somou-se o seu 'interesse enorme' por tudo. 
'Venho de uma infância com capacidade de maravilhamento. Vou para Nova Iorque e tudo é óptimo. Pego um avião e é óptimo, até a comida é óptimo. Se tivesse ido para a Disney com cinco anos não teria essa capacidade de maravilhamento com tudo. Nunca perdi isso. Lembro-me de estar fazendo uma exposição numa galeria de Pittsburg e estar nervosíssimo. Essa insegurança de depender da afeição do público é muito boa. Hoje já sei o que funciona, e sinto falta de sentir medo de ser rejeitado."

in: ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=293810

24 setembro 2011

Giulio Carlo Argan | Arte

A importância da Arte.

A concepção de arte de Argan permitiu inserir os trabalhos artísticos num amplo contexto histórico, pois de alguma forma criativa um termo comum entre o fazer artístico e as demais actividades.
No entanto, "desde a sua origem a arte é modelo da produção, enquanto é a actividade que produz objectos detentores do máximo de valor. A obra de arte é o objecto único, que tem o máximo de qualidade e o mínimo de quantidade".


in: Giulio Carlo Argan, Arte Moderna, p. XIX

23 setembro 2011

Matisse | A Dança



"Um único tom não é nada em termos de cor; dois tons são um acorde, são a vida"

Henri Matisse

20 setembro 2011

Vanessa Beecroft | Esculturas Vivas



Artista italiana nasceu em Génova, em 1969.
Formou-se em Arquitectura, Pintura e Cenografia. É artista plástica, performer e fotógrafa.
O seu trabalho está intimamente associado às performances de modelos que depois fotografa e filma.
É considerada uma das artistas que mais trabalha a relação do corpo e a sua representação mediática.
A obra de Vanessa Beecroft revê conceitos de dandismo e de solidão urbana tão próprios da modernidade, trabalhando sobre os ícones, as marcas da moda, as fardas militares.

in: Exposição Vanessa Beecroft, Culturgest, Outubro/ Dezembro de 2002

16 setembro 2011

Peter Kogler | Berardo Lisboa





Artista austríaco, nasceu em 1959.
O artista encontrou na formiga e no cérebro dois temas clássicos que unem o simbólico ao orgânico.
As suas produções com carácter arquitectónico criam espaços nos quais a realidade e a ficção se confundem.
As ligações entre a pintura e o vídeo de grandes dimensões, a escultura e as artes gráficas produzem intervenções que convidam a entrar num mundo de signos e de ideogramas dominado por uma transformação infinita de imagens e espaços digitais.




15 setembro 2011

Sean Scully | Catherine


Artista irlandês, nasceu em 1945, em Dublin.
Em 1969 passou parte do Verão em Marrocos e os padrões de riscas dos tapetes e das tendas marroquinas chamaram-lhe a atenção. Em seguida descobre a pintura de Mark Rotho e inspira-se na cor e na forma e descobre a pintura abstracta. Em 1975 muda-se para os EUA e instala-se em Nova Iorque. Em 1983 naturaliza-se americano.

A pintura de Sean Scully é espessa, as tintas criam uma textura que lhe confere uma construção visual arquitectónica.
Os padrões de composições que cria conferem-lhe uma associação com os tabuleiros de xadrez.

12 setembro 2011

Jean Dubuffet | Affluence


A obra de arte é tanto mais cativante quanto tenha sido uma aventura da qual carrega a marca, quanto se possam ler nela todos os combates travados entre o artista e a rebeldia dos materiais que trabalhou. E tanto quanto ele próprio não imaginara onde tudo isto o levaria!

in: Jean Dubuffet, Notes pour les fins-letrés, 1946

07 setembro 2011

Árvore da Vida | Casa da Cerca

A árvore da Vida surge em várias representações pictóricas, desde pinturas, fotografias, filmes e nesta imagem vemos uma árvore da vida pintada e desenhada por crianças, nela inscreveram os seus sonhos, as suas interpretações espontâneas no local e as suas motivações no modo como vêm o mundo e os que nele convivem. Comemorações na Casa da Cerca | Almada (Portugal)

04 setembro 2011

Modigliani | Femme nue en génuflexion sur la jambe gauche

Artista italiano nasceu em 1884, em Livorno, e faleceu em 1920, em Paris. Modigliani sofreu influências puras da arte africana, sobretudo das máscaras, o seu trabalho mostra uma inspiração ao nível do desenho, nos alongamentos da forma humana, rostos e corpos são alongados, uma inspiração ainda na obra do escultor romeno Constantin Brancusi, com quem conviveu em Montparnasse, Paris. A obra de Modigliani mostra na representação dos corpos, ‘uma revelação da alma humana’ ou um desnudamento desta.